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Erechim/RS -
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Professor / Teacher - Escritor / Writer -  Jornalista / Journalist - 

Meu nome é Daubi Piccoli. (In English, after the Portuguese text)

Sou professor, escritor, publicitário, assessor de imprensa, relações públicas, articulista e colunista social.

Pós-graduado no Ensino da Língua Inglesa com Monografia em Literatura Inglesa.

Moro em uma cidade chamada Erechim, no sul do Brasil, localizada ao norte do Estado do Rio Grande do Sul.

Mantenho minha página em Erechim desde 1982, tendo iniciado no Jornal A Voz da Serra, hoje Voz Regional.

Hoje, minha coluna social e de variedades está no Jornal Diário da Manhã, nas edições das terças-feiras e sábado, e na Internet, no portal: www.Daubi.jor.br.

Também sou editor do site www.ClicErechim.com.br, que é o portal dos portais de Erechim e região.

Meu canal de vídeos: http://www.youtube.com/user/ClicErechim .

Tenho um álbum de fotos publicadas na página do jornal e na internet, nesses 28 anos, no: http://www.facebook.com/#!/daubi.piccoli

 

Meus dias em Bournemouth ...

Em janeiro de 1998 viajei para a Inglaterra para estudar em Bournemouth/Dorset onde fiquei por um mês realizando um curso no Bournemouth and Poole College for Further Education.

Morei em um apartamento de uma senhora muito legal. O nome dela é Betty, Betty Land. Depois que o seu marido faleceu, ela começou a alugar quartos para estudantes estrangeiros. Era muito generosa comigo e, em retribuição, sempre que saia, lhe trazia chocolates. Ás vezes, ficava em casa, assistindo TV com ela. Passava uma novela chamada Coronation Street

A novela já passa há mais de quarenta anos. 

No entanto, uma noite, na qual ela se ofereceu para me levar, em seu velho Nissan, até um restaurante, onde encontraria amigos brasileiros, ela colocou para gravar o capítulo. Achei aquilo engraçado! Ela realmente levava a sério o termo 'acompanhar a novela'.

Em Bournemouth fiz muitos amigos, mas a maioria, pessoas de outros países como eu, pois os ingleses eram muito educados, mas distantes para amizades, infelizmente. 

O único que demonstrou interesse em fazer amizade conosco se chamava Mark (Lá todos se chamam Mark) e trabalhava em uma loja e se ofereceu para nos mostrar os Pubs (bares). Queria conhecer o Rio (de Janeiro). Quando explicamos que morávamos muito longe do Rio e, inclusive, eu nem conhecia a Cidade Maravilhosa, nos descartou.

Lembro de um jovem amigo muito legal, chamado Yon-Soo. Ele era da Coréia do Sul e nos convidou uma vez (Yu-Shi, minha companheira de casa, de Taiwan [Formosa] e eu) para irmos a uma igreja localizada próximo a nosso edifício. Lá, no porão, eles tinham um quarto de jogos. Jogamos Pool (uma espécie de sinuca) e nos divertimos muito. Depois, tomamos chá, enquanto cantávamos músicas religiosas. Foi realmente muito legal!

Yon-Soo tinha um amigo que era Budista e não queria acompanhar os cantos, quase nem queria entrar na igreja. Disse-lhe que era ateu e, no entanto, não via mal nenhum em estar lá e nem em cantar. Pois, não seria uma xícara de chá e umas músicas que iriam mudar minha mentalidade e meu ateísmo. Ele concordou e ficamos mais amigos.

Eram tão legais que quando íamos ao correio, para eu enviar cartões aos meus familiares e amigos, ajudavam a fechar os envelopes. Yu-Shi ficava espantada e dizia que eles eram realmente meus amigos e que gostavam muito de mim, para fazerem aquilo. No refeitório da escola quase sempre sentava junto com eles.

Sempre lembro de Yon-Soo Park. Ele tinha um sonho para tornar realidade: reunir as duas Coréias. Mais tarde, no Brasil, quando os jogos Olímpicos foram realizados na Coréia e no Japão, lembrei do sonho de Yon-Soo.
Agora, toda vez que ouço falar da Coréia, lembro dele e seu grande sonho de paz. Sempre penso nisso.

Lá também conheci outras pessoas muito interessantes, como Esmeralda e John, da Colômbia; Nikos, da Grécia; Pavel Sutchkov, da Rússia e minha companheira de casa, Yu-Shi, de Taiwan (Formosa).

Pavel me contou que uma vez, anos antes, seu pai e ele saíram às ruas para enfrentar os tanques que queriam de volta o regime comunista. Me emocionei ao ouvir aquilo. Nisso, recebeu um telefonema em seu celular e atendeu já brabo. Depois de alguns minutos, desligou e disse um palavrão em russo. Era um amigo que ligara da Rússia. Perguntou quanto tempo havia falado, disse-lhe e fez as contas. Repetiu o palavrão e explicou que era por ser à cobrar. Brinquei com ele que tinha um "amigo milionário", pois recebia ligações à cobrar da Rússsia em seu celular. Ele não gostou muito e fomos embora, pois o vento estava muito frio e cortante, principalmente naquela região, perto do mar, onde andávamos. 

Senti um desejo enorme de estar naquela sala quentinha da casa da minha tia (Tereza), tomando mate-doce com cidreira, comendo pipoca e assistindo Os Flingstones na TV, como nas tardes da minha infância. Não sei porque fui lembrar disso naquele momento, mas a sensação foi, realmente, muito boa.

John viera da Colômbia. Era Arquiteto recém formado. Estava na Inglaterra pelos mesmos motivos que eu. Sempre íamos à escola juntos, pois ele morava na minha vizinhança. Às tardes, quando não tínhamos aulas, sentávamos junto as mesas nos Belvederes e observávamos os navios que passavam ao longe, naquele imenso mar azul, porém muito gelado. Provalvelmente dirijiam-se a Portsmonth (Foi de lá que tomei o Ferryboat, uma vez, que ia até Le Havre e depois para Paris).

Sentado naquele lugar de sonhos, escrevi a maioria dos textos que enviei para Erechim, por e-mail, e que foram publicados na minha página durante o mês em que estive na Inglaterra. Era uma espécie de correspondente do jornal (A Voz da Serra) na europa, pois também escrevi de Paris e dos demais lugares por onde passei.

No fim de semana no qual fui à França, fomos pelo Ferry Boat, de Porstmouth até Lew Havre e entramos pela Normandia, exatamente na mesma região do desembarque Aliado, em 1945, que entraria para a História como o Dia D. Ao passarmos pelas margens de um rio, o guia da excursão, Peter, comentou a respeito do fato de os franceses não puxarem seus barcos e sim de empurrar.

Em seguida fizemos uma parada num de meus velhos conhecidos, o Carrefour. Só então lembrei que não estava em Porto Alegre e sim numa cidadezinha no interior da França (Segue!!!).

Todos os meus jovens amigos tinham histórias de vida muito interessantes. Poderia até escrever um livro sobre eles. Um título possível seria "Uma vez em Bournemouth" ou talvez, "Inverno em Bournemoth". Ainda vou pensar nisso. Meu amigos iriam gostar.

Nunca mais ouvi falar deles. Mas espero que todos possam ter realizado seus sonhos e obtido sucesso em suas vidas profissionais, como eu.

Hoje em dia, sou professor, formado em Inglês, Português e Literatura.

Também escrevo uma Coluna, às quartas-feiras, em um jornal chamado Voz Regional e tenho um livro publicado, intitulado “Tchan… Tchan… Tchan… Tchan…” que, em português fonético, significa o som dos primeiros acordes da 5ª Sinfonia de Beethoven. É um livro de contos.

Por último, mas não menos importante, tenho algumas páginas na Internet.

Se você me conhece, dos tempos de Bournemouth e está vivendo no exterior, por favor me envie um e-mail, pois, com certeza eu gostaria muito de saber sobre você.

(Em breve, vou digitalizar as páginas das colunas nas quais foram publicadas as minhas matérias da viagem...)


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About me

My name is Daubi Piccoli.

I am a teacher, writer, advertiser, public relations, writer and social columnist.

Post-graduated in English Language Teaching with Essay in English Literature .

I live in a town called Erechim, southern Brazil, and located on north of Rio Grande do Sul.

I started my column in November 1982 in a newspaper called Regional Voice.

Nowadays, I keep my social and varieties page on a Newspaper called Morning Daily, and on the Internet, in my homepage: www.Daubi.jor.br.

I also edit a site: www.ClicErechim.com.br, with all Erechim homepages, which is used by the internauts to have acess to them, by clicking on links.

My video channel on YouTube é: http://www.youtube.com/user/ClicErechim .

In Facebook, I have an album with old and new photos published in my page all over these 28 years: http://www.facebook.com/ # / daubi.piccoli.

 

My days in Bournemouth ...


In January 1998, I traveled to England to study in Bournemouth/Dorset, where I stayed by a month, attending classes every morning and two times a week in the afternoon classes in the Bournemouth and Poole College for Further Education.

I lived in a flat with a very nice landlady. Her name was Betty, Betty Land. She used to be very kind to me. In return, I always brought chocolates to her. She loved them and we used to eat them after dinner, for dessert. Sometimes I stayed at home watching TV with her. She used to watch a soap opera, called Coronation Street. It was a 40 years old soap opera. 

Once, she drove me up to a restaurant, in her old Nissan. I would meet my Brazilian friends there. I laughed when I saw her preparing the VCR to record the chapter. She really took that seriously.

In Bournemouth, I made many nice friends, but most of all, people from another countries like me. British people used to be very kind, polite, but distant from the heart, unhappily.

I remember a very nice young man called Yon-Soo. He was from South Korea. He invited us (my home mate {Yo-Shi} and I) once to go to a church in the neighborhood, very close to our building. There, in the basement, the religious posses a saloon, with a games room. We played Pool, drank tea, sang gospels songs and had a lot of fun. We went there a few times. It used to be very funny.
Yon-Soo had a friend from Korea that was Buddhist and didn't like to go there, neither get into the church basement nor sing gospels songs. I told him that I was atheist, however I was sure that a cup of tea and sing some gospels songs wouldn't change my mind. He agreed with me and we had a lot of fun, singing out loud.

I always remember Yon-Soo Park. He had a dream to make come true. He wanted to reunite the two Koreas. Later, in Brazil, when the Olympic games took Place in Korea and Japan, I remembered Yon-Soo's dream.

Now, every time, when I heard about Korea, I remember him and his big and nice dream of peace. I always think about that.


I also met another very interesting young people there, like Esmeralda and John, from Colombia; Nikos, from Greece; Pavel Sutchkov, from Russia; Mike, from Malaysia and my roommate Yu-Shi, from Taiwan. I remember that Mike didn't like to be called that way, he wanted to be called by his real name, Blatslava. I could do it, but the english teachers... I don´t think so...hehehe.

To explain my name in english I used to say "take the sentence 'and I`ll be', cut the 'an', pronouce the 'd' with rest of the words, ok, 'd I`ll be'". That's my name! Hehehe.

I remember that Blatslava (Mike) had an old car that he had bought by two thousand pounds (£$ 2,000.00). Once, he took us to go for a drive. It was very fun. We took many pictures.

I never heard about them anymore. But I hope that everybody could have made their dreams come true and get success in their professional lives as me.

Pavel told me once, when we were walking around, that his father and him had faced the war tanks in the Moscow streets, years before, to fight against the communists attempt to retake the power in Russia. That attitude impressed at all. Soon after, his mobile phone rang and he answered. After a few minutes, I heard he saying "do svidaniya" (good-bye in Russian). 

He asked me how long he stayed on the phone. I said a few minutes; he multiplied and said something like a 'four-letter word' in Russian and I begged him “in English, please!” Them, he told me that was a Russian friend and was also a collect-call, that’s the reason he was so annoyed. I said “wow”, a CC from Russia to your mobile phone, “that’s great”. “My Russian friend is a millionaire”. He didn’t like the joke and we went home, because the wind was blowing, mostly in that part of the city, next to the beach. It was so cold that my nose was an ice cube that could be break easily.

Instantly I thought about my childhood in my aunt’s house in those cold afternoons of july. We used to eat popcorn and watch TV, Flintstones and CIA. It was so good. I don’t know why do I remember this in that moment, but, somehow I felt a great happiness about and the feeling comforted me.

John was a 22 years old architect, recently graduated that was in England for the same reasons than me. We used to go to school together, because he lived in my neighborhood and we met each other every morning. In the afternoon, when we hadn’t classes we used to sit in a belvedere tables over the cliffs and watched the ships sailing away on then horizon in that ice-blue sea and, probably going to Portsmouth, where I took a Ferry Boat to Le Havre and from there to Paris a few days before come back to Brazil.

Each one of my friends had a nice life history to tell. If I had time I could write a book about them and their stories. It could be called "Once in Bornemouth", or perhaps, “Winter in Bournemouth”. 

That’s for sure I will think about that. Surely my friends would like this.
I never heard about them again and sometimes I imagine if they got what they wanted in their lives.
(I will be back to talk about another friends in this space soon.)

Well, nowadays, I am graduated in English, Portuguese, and Literature. I also write a Column in a newspaper called Voz Regional (Regional Voice).

I also have a book published entitled “Tchan… Tchan… Tchan… Tchan…” which means, in Portuguese phonetic, the sound of the first Beethoven 5th Symphony chords. It is a suspense short-stories book. The protagonist used to hear Beethoven’s 5th Symphony chords every day, exactly at five o’clock. The sound came from a house on the cliffs, but nobody ever listen to it. What’s the mystery??? (Buy the book…hehehe)

Last, but not least, I have some pages on Internet

If you know me and are now living abroad, please e-mail me (daubi@daubi.jor.br). 

Surely I’d like to know about you.

You can also find me at:

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=5732659010572449680 


(I will return to tell you about my trip to Paris…)

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My Dream/ Meu Sonho:

I intend to write books and be famous all around the world. It is a nice dream, isn't it???

Pretendo escrever muitos livros e ser famoso internacionalmente. É um bom sonho, não é??? : )

 

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